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Comunidade do Caravaggio obtém reintegração de posse de área da igreja
Publicado 29 de novembro de 2019

Igreja Nossa Senhora do Caravaggio - Foto Leo Meira

Igreja Nossa Senhora do Caravaggio. Foto: Leonardo Meira

 

 

 

As advogadas Rayssa Caldeira Ramos e Yulla Feller Peroni representando a comunidade do Caravaggio, em Santa Teresa, obtiveram do Magistrado da Comarca Dr. Alcemir dos Santos Pimentel, nesta quarta-feira (27) uma liminar de liberação do espaço, retirada da cerca e reintegração de posse em favor da Comunidade.

 
Os moradores da Comunidade do Caravaggio, em Santa Teresa, viveram momentos angustiantes após a destruição da infraestrutura do estacionamento próximo à Igreja de Nossa Senhora do Caravaggio.

 
O proprietário do local, Luiz Carlos Celestrino Gonçalves, conhecido como “Mizinho”, invadiu o espaço utilizado como estacionamento e recreação pela comunidade há mais de 100 anos e cercou a área, impedindo o uso.

 
A sexagenária Rosalva Cortelette diz que a comunidade recebe até 5 mil fiéis na festa da padroeira e o espaço é de uso da igreja. “Ele destruiu todo o jardim que havia ali, até o busto de bronze do fundador, também um chafariz, uma fonte, entre outros objetos, e cercou tudo. Mas graças a Deus vai ser feito justiça”, disse.

 
Um morador que não quis se identificar diz que a comunidade vive com medo e que já tinham sido impedidos de entrar no Centro Comunitário e ministrar catequese. “A comunidade faz uso daquele espaço há 107 anos, o antigo proprietário Dr. Joãozinho, nunca contestou a posse da comunidade. Ao contrário: fez diversas melhorias e doou o espaço para nós, existe até um monumento de doação na frente da igrejinha”, informou.

 
As representantes da Comunidade, as advogadas Rayssa Caldeira Ramos e Yulla Feller Peroni obtiveram nesta quarta-feira (27), com anuência do juiz da Comarca de Santa Teresa, Dr. Alcemir dos Santos Pimentel, uma liminar de liberação do espaço, retirada da cerca e reintegração de posse em favor da Comunidade.

 
Rayssa e Yulla dizem que a comunidade exerce a posse mansa, pacífica e ininterrupta daquela área há mais de 100 anos, sem nunca ter sido contestada.

 
“Analisando juridicamente os fatos, a comunidade é possuidora do imóvel e tal posse deverá ser convertida em propriedade, sendo inconcebível que mesmo que pelo proprietário, ocorra a alteração de uma situação subjetivamente consolidada pela Comunidade. A liminar só reafirma isso, devolvendo a eles o direito de usar as imediações da capela, como sempre fizeram”, explicaram.

 
Os moradores esperam agora o cumprimento da decisão Judicial para promoverem as festas natalinas tradicionalmente realizadas no fim de ano, e para que possam voltar a usar o espaço com tranquilidade, mantendo a cultura italiana e de fé, enraizada no local.

 

 

Fonte: STN

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