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Em queda, opção de Hartung é unir Rose e Amaro para reduzir derrota do seu grupo
Publicado 17 de julho de 2018

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Com o bloco partidário rachado e em clima do “salve-se-quem-puder”, o governador Paulo Hartung (MDB) busca formalizar apoio à candidatura da senadora Rose de Freitas (Podemos) ao governo e ao deputado Amaro Neto (PRB) ao Senado. Com esse movimento, tenta evitar a derrocada eleitoral, como revelam pesquisas de opinião.

 

Ricardo Ferraço (PSDB) e Amaro Neto, dois nomes mais competitivos cotados para disputar com o ex-governador Renato Casagrande (PSB) depois da desistência de Hartung à reeleição, optaram por concorrer ao Senado. Desse modo, as articulações migraram para espaços fora do Palácio Anchieta, colocando Hartung em desvantagem e sem condições de rever sua saída do processo eleitoral, anunciada no último dia 9.

 

Ao tentar a união entre Rose e Amaro, ele busca agregar o eleitorado da Grande Vitória, onde Amaro tem boa densidade, e do interior, a fim de minimizar o estrago ao seu governo e, também, à sua figura como gestor público, confirmado a cada pesquisa de opinião, que sinaliza uma vitória do ex-governador Renato Casagrande, com ou sem a participação de Hartung no processo eleitoral.

 

Essa aliança parecia improvável antes da desistência de Hartung à reeleição, mas ganha força no cenário atual, depois de esgotados todos os esforços para encontrar um nome disposto a encarar Casagrande, principalmente com a confirmação de que o ex-governador lidera com folga todos os cenários à corrida ao Palácio Anchieta.

 

Na pesquisa do instituto Futura encomendada pela Rede Gazeta e publicada nesta terça-feira (17), no cenário com Hartung na disputa, ele aparece com 32,9%, quase 10 pontos percentuais atrás de Casagrande, que marcou 42% na preferência do eleitorado. Rose surge com 6%.

 

Um dado importante revelado na pesquisa é a rejeição de Hartung, a maior entre todos os concorrentes, com 24,6% que não votariam nele de jeito nenhum, seguido por Rose, com 20,6%. Casagrande aparece na outra ponta, com 7,4% e André Moreira, do Psol, com 12,3%. No cenário sem a participação de Hartung, Casagrande dispara e alcança a 58,4%, seguido por Rose com tímidos 12,8%.

 

Os dados mais recentes, somados aos de outros levantamentos divulgados no mês de junho, e a debandada de integrantes da base aliada, colocam Hartung como mais rejeitado e, o mais grave para ele, sem condições de indicar um substituto, o que teria o levado a anunciar que permaneceria isento no processo, o que, na realidade, não acontece.

 

Hartung participa ativamente das articulações, mas a situação é favorável ao ex-governador, que agrega à sua base aliada o PP, do deputado federal Marcus Vicente, e o PSDB, do vice-governador César Colnago, que desistiu de concorrer ao governo e encara a disputa à Câmara dos Deputados, seguindo a linha adotada por seu partido em nível nacional.

 

Esse quadro mostra que o bloco de aliados ao ex-governador pode eleger Marcus Vicente, que leva mais um, Sérgio Vidigal (PDT). Da mesma forma, abrindo boas perspectivas para  Paulo Foletto (PSB), Evair de Mello (PP), Da Vitória (PPS) e Cabo Max (PP). .

 

Com a adesão de novos aliados, o bloco de Casagrande tem condições de eleger de quatro a cinco deputados federais, se for levado em conta a aliança com o PDT de Vidigal, aliado de Hartung, que depois da desistência à reeleição, afirmou: “Paulo não é mais candidato, estou solto”.

 

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