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Mulheres que fazem a diferença em Santa Maria de Jetibá
Publicado 8 de março de 2014

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O Dia Internacional da Mulher é especial porque celebra as conquistas das mulheres ao longo da história em todo o mundo.

 

Mulheres que morreram lutando pelos seus direitos e contra a discriminação

 

Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, foi decidido que o dia 8 de Março passaria a ser o “Dia internacional da Mulher”, mas somente em 1875 a data foi oficializada pela ONU.

 

A data foi escolhida por causa do episódio ocorrido em 8 de março de 1857, em Nova Iorque, onde uma greve realizada por mulheres de uma fábrica têxtil que reivindicavam por melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho (que era de 16 horas por dia), tratamento digno dentro do ambiente de trabalho e melhorias no salário (as mulheres chegavam a ganhar até um terço do salário dos homens, executando o mesmo tipo de trabalho). Na ocasião, essas mulheres foram trancadas dentro da fábrica que foi incendiada; aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.

 

Mas a luta ainda continua, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 2008, as mulheres ainda ganham cerca de 28,42% a menos do que os homens, e embora as pesquisas mostrem maior escolaridade, as mulheres ainda ocupam bem menos postos de chefia.

 

O Jetibá Online buscou conhecer e homenagear as mulheres da nossa cidade – mulheres de fibra e determinação, voluntárias, motoristas, policiais, que ocupam postos de chefia e zelam pela limpeza da cidade, mulheres que ocupam cargos na política, que trabalham no campo, são elas que contribuem para o crescimento de Santa Maria de Jetibá e que a exemplo da história, conquistam cada vez mais respeito e admiração.

 

Conheça algumas mulheres que fazem a diferença em nossa cidade

 

Elas são donas de casa, estudante de comissária de bordo, coordenadora de ambulâncias, trabalhadora em granja e atendentes, além disso, se dispuseram a ser voluntárias no Corpo de Bombeiros Voluntários.

 

São mulheres que trabalham no calor das situações mais complexas, acidentes e incêndios, não se restringem ao horário ou peso dos equipamentos, durante o dia, ou a noite, abandonam tudo para contribuir no resgate de vidas, são elas, mulheres de coragem e determinação.
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Alemerinda Buss, 37 anos – Vendedora e bombeira voluntária. (Foto: Jetibá Online)

 

Alemerinda Buss, nos relatou o momento em que viu os bombeiros voluntários lutando para resgatar a vida de um grande amigo, que acabou morrendo afogado. Foi assim, ao ver a disposição, o amor em ajudar o próximo, que ela resolveu se inscrever e ingressar como voluntária. “Escolhi arriscar também a minha vida, para que outros possam ter uma segunda chance de viver”, essa foi a motivação que a levou escolher a profissão, e mesmo com críticas por ser mulher e voluntária, se sente realizada e ainda mais determinada a realizar esse trabalho.

 

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Flávia Lencke Knak (28)  Granjeira – Eliana Holander (42) Repositora de frios – Mariana Feitoza Berger (28) Estudante de comissária de bordo – Alemerinda Buss (37) Vendedora – Flávia Santana Klitzcke (27 anos) Coordenadora das ambulâncias da Secretaria de Saúde. (Foto: Jetibá Online)

 

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Edna Márcia Torres (40 anos) – Motorista. Rosimeri Schreder (40 anos) – Subcomandante da Polícia Militar. (Foto: Jetibá Online)

 

Edna Márcia trabalha como motorista na Padaria Santa Maria. Há alguns anos deixou a cidade de Vitória (ES), optando pela tranqüilidade das montanhas e diz estar feliz e satisfeita com o trabalho que exerce, e ainda ressalta que por onde passa, recebe elogios e a admiração das pessoas, quando vêem que é uma mulher que está no comandando do carro de entregas. Edna diz que nunca sofreu discriminação ou críticas pelo trabalho e está realizada na profissão.

 

Rosimeri Schreder veio de uma família de Militares, mas foi a primeira mulher da família a ingressar na profissão. Há 20 anos vem exercendo esse papel, mas nem sempre foi fácil; lembra que não passou na primeira prova, mas determinada, insistiu e conseguiu ingressar na carreira. “Quando você é determinada, e tem foco no que quer, você consegue, é preciso ter garra e força, não desistir e principalmente não se importar com as opiniões alheias” ressalta a subcomandante. Disposta a promover o bem comum, sempre buscou exercer o lado humanitário e dar voz aos que não são tão ouvidos.

 

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Selene Jastrow (50 anos) – Vereadora



Selene Jastrow exerce seu primeiro mandato como vereadora em Santa Maria de Jetibá, sendo também, a única a representar as mulheres na política. Ela diz ter chegado ao cargo por causa do apoio da comunidade em que vive, sempre trabalhando no posto de saúde, onde procura exercer o cargo até hoje, conquistou o carinho e admiração das pessoas, mas ressalta sofrer críticas e discriminação por ser uma mulher exercendo o cargo político.

 

No início alguns diziam não ser trabalho para uma mulher, mas sempre apaixonada pela política, permaneceu firme e determinada. Ela também ressaltou a importância de sua assessora, Alaira Hamer, a qual tem ajudado a exercer o cargo. ”Alaira já trabalha a alguns anos com a política, sua ajuda tem sido fundamental para que eu consiga exercer bem o meu cargo, com ela, não me sinto tão sozinha como mulher na política” ressalta Selene.

 

Redação Jetibá Online

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