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Museu Mello Leitão completa 70 anos trabalhando “ComCiência”
Publicado 24 de junho de 2019

 

 

INMA-Museu - Foto - Leo Meira

Atualmente o Museu Mello Leitão é uma unidade do INMA. Foto: Leonardo Meira

 

 

 

As comemorações acontecem no dia 26, no parque do Museu, com uma mostra de arte naif reunindo 43 artistas de origem nacional e internacional, além de pinturas da escritora teresense Virginia Tamanini. Ciência, conservação, arte, cores, história e memória são os elementos dos festejos.

 

Concebido pelo Patrono da Ecologia do Brasil, Augusto Ruschi, o Museu de Biologia Prof. Mello Leitão – hoje, uma unidade de pesquisa e educação do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) – foi inaugurado em 1949 e comemora seu setentenário com investimentos em ciência e atividades educativas.

 

A comemoração, no dia 26 de junho, terá como tema “Museu Mello Leitão: 70 anos trabalhando ‘ComCiência’” e será realizada dentro da programação da Festa do Imigrante, já que Santa Teresa fará 145 anos de colonização italiana nesse mesmo dia.

 

No Auditório Augusto Ruschi, localizado no parque do Museu Mello Leitão, às 17 horas, será lançada a “4ª Mostra Internacional de Arte Naif – Universo da Alma Ingênua” & “A Pintura Primitiva de Virgínia Tamanini”.

 

A Mostra conta com 43 nomes da arte naif de diversos países e 78 obras de diferentes tamanhos e formatos, inclusive tridimensionais, nas quais os artistas expressam em suas telas cenas do cotidiano, paisagens naturais e urbanas.

 

“Haverá homenagens à Mata Atlântica e à cidade que acolheu o projeto de Augusto Ruschi sete décadas atrás. Vamos entregar à sociedade capixaba os resultados das pesquisas do último ano e meio, realizadas no INMA, para um maior conhecimento e conservação da Mata Atlântica. Teremos ainda outros momentos de destaque: além do lançamento da exposição de arte naif, tem a apresentação da lista de flora e fauna ameaçadas de extinção no Espírito Santo e do projeto do mural comemorativo aos 70 anos. Vai ser um evento bem bonito para o Museu e para a cidade de Santa Teresa”, explicou a Coordenadora de Eventos do INMA, Alyne dos Santos Gonçalves.

 

A mostra é uma realização da Prefeitura Municipal de Santa Teresa em parceria com o INMA, a ALEAST (Academia de Letras e Artes de Santa Teresa) e o Ateliê Ângela Gomes de Art Naif e tem produção de Rogério Dalmonech.

 

 

Vista da primeira entrada do Museu Mello Leitão com o Stand de Orquídeas “Frederico Carlos Hoehne”. Foto autor desconhecido. Início dos anos 50

 

 

Inauguração do Museu

 

 

Inaugurado em 26 de junho de 1949 (mesma data de aniversário da cidade de Santa Teresa, onde se localiza), o Museu Mello Leitão era a Chácara Anitta do pai de Augusto, José Ruschi, adquirida no princípio do século XX, onde ele e seus irmãos plantaram árvores que existem até hoje no local.

 

Tendo funcionado, desde então, como instituição particular de pesquisas biológicas sobre a fauna e flora brasileiras – sobretudo, de Santa Teresa e Espírito Santo – o MBML foi incorporado em 1983 pela Fundação Nacional Pró-Memória (FNPM), do Ministério de Educação e Cultura (MEC), e, posteriormente, ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Ministério da Cultura.

 

Desde 2014, vinculado ao Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), autarquia do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o Museu de Biologia é uma das mais importantes referências brasileiras para pesquisas voltadas à biodiversidade da Mata Atlântica, desenvolvendo trabalhos em botânica, etologia, ecologia e biogeografia de grupos de animais do bioma.

 

Nas coleções científicas do herbário há mais de 50 mil plantas e na coleção zoológica, mais de 120 mil exemplares da fauna. Também possui forte atuação na área de educação e divulgação científica, recepcionando anualmente cerca de 80 mil visitantes.

 

A biblioteca “Fernando Lee” também é destaque com mais de 10 mil documentos históricos sobre o Museu e sobre Augusto Ruschi. Esses documentos estão sendo catalogados para que, em breve, possam ser consultados pelo público amplo.

 

Atualmente o Museu é uma unidade de pesquisa e educação do INMA, juntamente com a Estação Biológica Santa Lúcia e a Estação Biológica de São Lourenço e o parque do Museu é vinculado à Rede Brasileira de Jardins Botânicos.

 

“Ruschi e o Museu são essenciais para a história da ciência: o primeiro por suas descobertas científicas sobre orquídeas, morcegos e beija-flores e, ainda, pela defesa do meio ambiente. O segundo por abarcar todas essas pesquisas e se tornar referência em estudo da Mata Atlântica nas mais variadas áreas: zoologia, botânica, história, educação científica e ambiental, entre outros”, explicou o diretor do INMA, Sérgio Lucena.

 

 

Museu 70 anos - obras de Virginia Tamanini e Ângela Gomes no parque do Museu Mello Leitão 2. Foto by Leo Meira

Obras de Virginia Tamanini e Ângela Gomes serão expostas. Foto: Leonardo Meira

 

 

 

Programação

 

 

Museu Mello Leitão: 70 anos trabalhando “ComCiência”

 

Lançamento da “4ª Mostra Internacional da Arte Naif Universo da Alma Ingênua” & “A Arte Primitiva de Virgínia Tamanini”, com 43 artistas;

 

Apresentação da lista de flora e fauna ameaçadas de extinção no Espírito Santo;

 

Apresentação do projeto de mural comemorativo aos 70 anos, com a artista Gabriela Tores (Grafite da Ciência).

 

Nº DE OBRAS DA EXPOSIÇÃO: 78 (além de livro e catálogos sobre arte naif).

 

Nº DE OBRAS DE VIRGÍNIA TAMANINI: 12 (além de exemplares de sua produção literária).

 

LOCAL: Lançamento no auditório Augusto Ruschi. A exposição estará no Pavilhão de Botânica do Museu Mello Leitão, em Santa Teresa-ES, até 8 de setembro.

 

ABERTURA: 26 de junho de 2019 – quarta-feira – às 17 horas

 

ENTRADA: Gratuita

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